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Tentando manter a calma
Que hora propícia para eu voltar aos ensinamentos da luz divina... Mais uma prova de que as coisas não acontecem mesmo por acaso. Sem esse suporte eu dificilmente passaria por essa.
Prefiro acreditar no que leio e sinto. Assim as injustiças parecem menores. Injustiças estas que talvez nem existam de fato - mas que a minha insignificante existência terrena insiste em enxergar. E, portanto, me revoltar. No fim, sei que pode não adiantar. Se a vida é feita de escolhas, estou no ponto de escolher... Mas, sem saber o que fazer, prefiro pensar que tu não passa de um pesadelo. Vai ser estranho acordar todo dia e continuar nessa situação, mas realmente não sei o que fazer. E isso é o mais apavorante.
Sei que serei guiada. Vou me deixar levar. Há momentos em que o vento é o único remédio contra a dor. Respirar ar puro. Se libertar das correntes. Correr.
Viver, não. Sobreviver.
Escrito por Cy às 13h16
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E eu virei técnica, haha
Domingo de sol e temperatura agradável. No ginásio Tesourinha, em Porto Alegre, a final do campeonato municipal de Basquete. Stresses à parte, final feliz. Terceiro lugar, é verdade. Série B, é verdade também. Mas com medalhinha no peito. 
E eu, de tanto encher o saco e gritar com aqueles peões, acabei ganhando uma também. Agora sou técnica, psicóloga e fotógrafa do time de Esteio, haha.
Mas nada com o bom e velho street na quadra da vila... Parabéns, gurizada. 
Escrito por Cy às 14h41
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Sala da Morte
Há algum tempo sonhei com uma Sala da Morte: um local bonito, arejado e confortável para onde fossem enviados os meus inimigos. Nem precisariam ser inimigos de fato, porque na real eu procuro simplesmente ignorar quem não gosto, mas filhas-da-puta em geral. Lá estariam todos eles, cada um com seu nariz empinado e se achando melhor que o outro, pensando quem seria a próxima vítima de suas canalhices e falta de escrúpulos, degustando saborosos salgadinhos frios. Em seguida, um homem com terno Versace entraria no local, provocando silêncio e chamando a atenção de todos. Nunca consegui segurar a ansiedade dos meus pensamentos para saber se ele faria algum pronunciamento antes, mas o final sempre me satisfazia: com um olhar desafiador, ele levaria as mãos ao cinto, onde detonaria uma grande bomba para livrar a população mundial de todos aqueles cretinos.
Alguns, claro, ficariam na porta apenas para perder uma perna e a dignidade pro resto de suas vidas inúteis, mas a maioria iria pro espaço, mesmo.
Os últimos acontecimentos que tenho visto me fizeram pensar seriamente em aumentar a sala para um "salão". Cada vez tem mais gente merecendo um lugarzinho na Sala da Morte. Se continuar do jeito que tá, terei que colocar todos dentro de um arranha-céu e contratar um terrorista que saiba pilotar aviões. Não é uma idéia muito original, admito, mas pelo menos já sei que funciona.
Ok, ok, antes que chovam comentários me dizendo "calma, não é bem assim" ou "o que é isso, guria?!", já deixo claro: é só uma brincadeira (por enquanto. Haha). Mas pensar nela me deixa bem feliz, sim. Até porque eu acredito que a gente colhe o que planta, então sei que a Sala da Morte para esses filhas-da-puta é só uma questão de tempo. Cada um de uma vez, claro, mas também não se pode ter tudo.
A não ser que... alguém aí tem o telefone da Al-Qaeda? 
Escrito por Cy às 15h38
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